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Bombas usadas pela PM podem matar

  • Foto do escritor: Jornalismo UERJ
    Jornalismo UERJ
  • 4 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 10 de jun. de 2019

Especialistas afirmam que gases usados pela polícia nas manifestações causam complicações pulmonares


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Por Felipe Petrucci


O gás lacrimogêneo é usado historicamente pela Polícia Militar do Rio de Janeiro para dispersar e conter manifestações. Entretanto a instituição afirma que o uso de artefatos não letais contra a população carioca que frequenta as ruas se faz necessário para “evitar o contato físico entre agentes e cidadãos”. Porém existe risco para saúde de quem entrar em contato com o gás. 


Os primeiros meses do governo Bolsonaro não deixaram a população satisfeita devido aos cortes na educação e, nos últimos dias, o centro da cidade tem sido palco de grandes manifestações. No dia 30 de maio, quem estava nas ruas próximas pôde sentir os efeitos do gás, mesmo distante do foco da confusão. 


“Fiquei com muita dificuldade para respirar, minha vista ficou completamente fechada e cheguei a vomitar”, conta o Professor de Geografia, Renato Cândido, após entrar em contato com a substância química.

Em 2013, um manifestante morreu por complicações pulmonares após inalar gás lacrimogêneo durante um protesto. Fernando da Silva, que era anão e já sofria com problema respiratório crônico, ficou internado durante um mês tentando se recuperar. Amigos creditam sua morte nas bombas de gás usadas durante a manifestação.


“O gás lacrimogêneo (2-clorobenzilideno malononitrilo) age irritando as mucosas dos olhos, nariz, boca e pulmão, causando lacrimação, coriza, tosse, dor nos olhos, cegueira temporária e dificuldade de respirar. Uma pessoa asmática corre o risco de ter problemas respiratórios graves. Um epiléptico pode ter uma crise convulsiva se não respirar direito. Quem tem doença coronariana pode ter um infarto”, afirma o médico Eric Almeida.


Apesar de ser considerado não letal e ser usado desde a 1ª Guerra Mundial para fazer dispersão de multidões, na prática, pode levar a complicações maiores, pois além do gás que pode causar problemas respiratórios em exposição prolongada, o acionamento é feito através de bomba disparada por uma arma, o que pode causar ferimentos graves.

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